A unidade fabril de Edealina (GO) recebeu um novo moinho de 210 toneladas, equipamento central para o projeto de expansão que visa dobrar a capacidade de produção de cimento da planta, alcançando a marca de 2 milhões de toneladas anuais. O transporte da peça exigiu uma operação logística complexa, com um comboio de 123 metros de comprimento — dimensão comparável a um edifício de 41 andares.
Logística e Trajeto
O equipamento foi importado da China e desembarcou no Porto de Santos (SP), de onde seguiu por via rodoviária até o interior de Goiás. O trajeto terrestre percorreu 1.770 quilômetros, uma rota estendida em relação ao caminho convencional para veículos de passeio devido às dimensões da carga.
Além do moinho, outros componentes da nova área de moagem foram transportados em mais de 90 carretas. A operação demandou planejamento técnico rigoroso, incluindo adequações no percurso e a criação de um acesso dedicado para a entrada do comboio na fábrica.
Impacto e Investimentos
De acordo com a gerência da unidade, a conclusão do transporte permite o avanço para as etapas de instalação técnica. O projeto de ampliação em Edealina faz parte de um plano de investimentos focado em competitividade estrutural e crescimento das operações no Brasil.
Com um aporte de R$ 200 milhões, a nova linha de moagem adicionará 1 milhão de toneladas à capacidade atual da planta. O projeto utiliza tecnologias avançadas de automação industrial e eficiência energética.
Sustentabilidade e Mercado
A fábrica é responsável pela produção do cimento da marca Tocantins, atendendo ao mercado de Goiás e parte do Mato Grosso. A unidade destaca-se pelo uso do coprocessamento, técnica que utiliza resíduos do agronegócio, pneus e resíduos industriais como fonte de energia alternativa, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e mitigando a emissão de gases poluentes.
