Lideranças políticas de Morrinhos, no interior de Goiás, articulam um movimento de renovação para as próximas candidaturas à Câmara dos Deputados. Segundo apuração junto a articuladores locais, a avaliação predominante é de que parlamentares eleitos com votações expressivas no município deixaram a desejar em termos de representatividade e envio de recursos durante a atual legislatura.
O descontentamento central reside na ausência de diálogo e na falta de investimentos estruturantes. “Muitos não visitaram a cidade, não mandaram emendas e, os que mandaram, foram valores irrisórios perante o orçamento federal”, afirmou um líder partidário local sob condição de anonimato.
O Peso do Município no Tabuleiro Eleitoral
Com um eleitorado consolidado de 33 mil eleitores, Morrinhos é vista como um colégio eleitoral estratégico na região sul do estado. No entanto, o sentimento de “abandono” por parte de lideres políticos locais pode abrir caminho para novos nomes que não buscam a reeleição.
Entre as principais queixas das lideranças locais, destacam-se:
Falta de suporte em pautas federais: Demandas como a melhoria no atendimento do INSS e infraestrutura local.
Baixo retorno em emendas: A percepção de que os votos obtidos na última eleição não se converteram em benefícios proporcionais para a cidade.
Ausência presencial: A crítica de que parlamentares só aparecem no município em períodos de campanha.
“Hora do jogo virar”
Para lideranças políticas da cidade, incluindo nomes da oposição e da base local, a estratégia para o próximo pleito será de exposição dos resultados (ou da falta deles). “Chegou a hora do jogo virar. Vamos fazer questão de apontar quem trabalhou por Morrinhos e quem apenas levou os votos daqui”, ressaltou uma liderança de esquerda do município.
Analistas políticos locais alertam que, embora Morrinhos sozinha possa não decidir uma eleição majoritária, o histórico de disputas acirradas — onde candidatos ficam de fora por margens mínimas — torna o descaso com o município um risco estratégico para quem busca a permanência em Brasília.
Por Leonardo Moreira
