MORRINHOS – O projeto de asfaltamento da Estrada do Café, uma aguardada parceria Público-Privada (PPP) entre a cooperativa COMPLEM e a Prefeitura de Morrinhos, enfrenta obstáculos regulatórios significativos que impedem o avanço imediato das obras. Em declaração recente, o Presidente da COMPLEM detalhou as complexidades técnicas que envolvem a área de preservação local.
O Impasse da Reserva Legal
O principal entrave para a conexão da rodovia é a necessidade de intervenção em uma área de reserva legal. Segundo a presidência da cooperativa, o traçado planejado exige a supressão de uma faixa de vegetação de aproximadamente 10 metros de largura ao longo de toda a extensão do trecho afetado.
Embora a extensão exata do corte ainda dependa de medições finais — estimadas entre centenas de metros —, o impacto ambiental direto torna o processo de licenciamento extremamente rigoroso.
Dependência de Esferas Estaduais
De acordo com o dirigente, a solução não cabe apenas às instâncias municipais ou à iniciativa privada. “Para conseguir suprimir reserva legal, é coisa de Estado”, afirmou, ressaltando que a obtenção das licenças ambientais necessárias é um processo burocrático de alto nível que exige autorização dos órgãos estaduais competentes.
Próximos Passos
Até o momento, a viabilidade da Estrada do Café permanece condicionada à superação dessas barreiras legais. Sem a devida licença para o corte da reserva, o projeto de infraestrutura, que visa beneficiar o escoamento da produção e a mobilidade regional, segue em fase de espera por definições governamentais.
Por: Leonardo Moreira
