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Enquanto o mundo capitalista se debate em uma guerra frenética de preços, promoções e fidelidade, Morrinhos parece ter encontrado a paz absoluta. Em um fenômeno que desafia as leis de Adam Smith e faria qualquer economista austríaco coçar a cabeça, os postos de combustíveis da nossa querida Cidade dos Pomares decidiram adotar um sistema de fraternidade comovente: o “Preço Único Solidário”.

Se você rodar a cidade de ponta a ponta, do Setor Aeroporto ao Centro, não encontrará a “tirania” da variação de centavos. É tudo R$ 6,25. Uma harmonia estética e financeira que beira o artístico. Enquanto isso, ali na BR-153, a poucos quilômetros de distância, os postos parecem viver em outra dimensão, vendendo o mesmo líquido inflamável a R$ 5,89.

O Modelo “Comunista” de Abastecimento
Em Morrinhos, o serviço é padronizado com rigor soviético. Nada de mimos. Água no para-brisa? Calibrador de pneus funcionando? Brindes? Pontos de fidelidade? Esqueça. O foco aqui é a experiência raiz: você chega, paga o valor tabelado (pela providência divina, supõe-se) e sai com a sensação de que a livre iniciativa local decidiu que competir dá muito trabalho.

É o verdadeiro “sistema de bem-estar social” dos donos de postos: ninguém ganha menos, ninguém ganha mais, e o consumidor… bom, o consumidor ganha o direito de pagar mais caro pela conveniência de não precisar escolher. Afinal, pra que gastar gasolina procurando preço se a “tabela” é universal?

O Mistério da BR-153
Fica a dúvida metafísica: o que acontece no asfalto da rodovia que faz o preço despencar? Será o ar da BR? Ou será que lá eles ainda não descobriram essa harmonia maravilhosa que reina no perímetro urbano de Morrinhos?

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