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Candidata a vereadora é investigada em Goiás por ofender nordestinos ao ser derrotada nas eleições: ‘São vagabundos’

A candidata a vereadora Geila Silva de Souza, de 44 anos, do PSDB, é investigada por suspeita de ofender nordestinos ao ser derrotada nas eleições de Caldas Novas, no sul goiano. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a candidata revoltada por não ter sido eleita e acusando os nordestinos que vivem na cidade de terem vendido seus votos (veja acima).

“Nosso povo nordestino não eleger nenhum nordestino em Caldas Novas. Não eleger quem vai trabalhar para vocês, olhar para vocês. Agora, vão ver se esses políticos que compraram seu voto, seus nordestinos corruptos, alguns são vagabundos que se venderam por R$ 50 seu voto”, disse a candidata derrotada.
Em outro trecho do vídeo, ela ofende ainda as mulheres nordestinas.

“Nosso povo nordestino só sabe parir. Especialmente as mulheres. Só sabem parir para os outros criarem”, disse.
Em um áudio enviado a um grupo de um aplicativo de mensagens, ela ainda convoca a equipe do partido para expulsar os nordestinos da cidade como lição por não terem votado nela.

“Gente, porque que nós não junta uma equipe boa e faz uma reunião com a nossa patroa para botar esse povo nordestino tudinho fora desses hotéis aí… Dar um castiguinho neles, entendeu?”, fala.

Candidata diz que vídeo era ‘apenas uma brincadeira’
Geila Silva disse, por telefone, à TV Anhanguera, que o vídeo “era apenas uma brincadeira e que deveria ficar apenas em um grupo de whatsapp”. Ela disse ainda que foi à polícia e registrou uma ocorrência por estar recebendo ameaças.

O PSDB, informou que o diretório do partido em Caldas Novas não concorda com o que a candidata disse e que, assim que tiveram conhecimento do vídeo, entraram em contato com a Geila para a orientar sobre o erro que ela cometeu. O partido disse ainda que a candidata é uma mulher muito simples e que agiu “diante de forte emoção” por ter perdido a eleição.
A candidata que conseguiu apenas 40 votos e ficou como suplente alega que é nordestina, nascida em Ilhéus, na Bahia. No entanto, ela afirma que só foi registrada 11 anos após o nascimento em Governador Valadares, Minas Gerais.
Investigação
A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o áudio e o vídeo que circulam na internet. O delegado Gustavo Ferreira, disse que deve ouvir a candidata nos próximos dias.

“Este crime é um crime de xenofobia que dá uma pena de até cinco anos de reclusão. Em breve a Polícia Civil vai ouvi-la e concluir esse procedimento encaminhando ao judiciário”, disse o delegado.
FONTE E TEXTO: G1 GOIAS

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