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Polícia prende empresário suspeito de ataques cibernéticos a operadoras de internet, em Goiânia

A Polícia Civil prendeu, em Goiânia, um empresário de 31 anos suspeito de aplicar golpes a operadoras de internet e causar prejuízo a operadoras de todo o país. Segundo as investigações, Alexandre Pereira Barros coordenava ataques a essas empresas, os quais só cessavam mediante pagamento. Ele teria causado prejuízos de até R$ 80 mil a uma das vítimas e de R$ 150 mil a outra.

Advogado que representa o empresário, Thiago Huascar afirmou que seu cliente se declara inocente e que “essas acusações são movidas por empresas do mesmo ramo que, em virtude de briga por mercado, estão tentando tirá-lo do mercado de provedores de internet”.

De acordo com a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (Dercc), a prisão aconteceu na terça-feira (29) após a Polícia Civil do Tocantins encerrar investigações sobre o suspeito e conseguir um mandado de prisão preventiva contra o alvo – que já havia sido preso antes de forma temporária, mas teve a preventiva negada pela Justiça à época.

Segundo as investigações, o preso mora em Goiânia e tem uma empresa, que também é uma provedora de internet, no Setor Santos Dumont. As apurações indicaram que ele usava o codinome de “Guerreiro” para hackear as concorrentes, impedindo que elas conseguissem fornecer o serviço aos seus clientes.
“Já está mais do que comprovado de que ele atuava como ‘Guerreiro’. Com esse codinome, ele é conhecido na DarkWeb por comercializar ferramentas usadas para hackear vítimas”, disse a delegada Sabrina Leles, responsável pelo caso.

A Polícia Civil também apurou que o autor só cessava os ataques após a empresa passar a ele um valor em criptomoedas. A delegada contou que, em um dos ataques mais recentes, a vítima teve de pagar o equivalente a R$ 4 mil.

Segundo a corporação, os ataques causaram grandes prejuízos às operadoras vítimas, porque perderam diversos clientes por causa dos golpes.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, o homem tinha um grupo em uma rede social de mensagens chamado “Escritório do Guerreiro”, por meio do qual ele e colegas trocavam ideias sobre como realizar os ataques cibernéticos a essas e outras vítimas.

A delegada afirmou que deve concluir os inquéritos contra o preso nos próximos dias e pedir novamente a prisão preventiva dele em Goiás.

Por enquanto, o preso está no Complexo Prisional em Aparecida de Goiânia, mas deve ser levado para o Tocantins, de onde é o mandado de prisão preventiva expedido contra ele.
FONTE E TEXTO: G1 GOIAS

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