O diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, durante entrevista coletiva sobre a Operação Eleições 2022 no segundo turno.
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O Ministério Público Federal (MPF) no Distrito Federal pediu nesta quarta-feira (2) que seja instaurado um inquérito policial para investigar a conduta do diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, desde o último domingo (30), dia do segundo turno das eleições.

Segundo o MPF-DF, o inquérito policial deverá investigar a atuação da PRF no próprio dia das eleições, quando foram realizadas operações em todo o país, além do combate aos bloqueios iniciados após a derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) na disputa presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O pedido foi apresentado à Polícia Federal após representação formulada por subprocuradores-gerais da República, integrantes das 2ª e 5ª Câmaras de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, recebidas pelo MPF na terça (1º).

O objetivo é apurar se a PRF, sob o comando de Vasques, respeitou a lei com as operações realizadas no dia da eleição ou se essas ações, de alguma forma, constituíram uma ofensa ao livre exercício do voto por parte dos cidadãos. A grande maioria das operações foi realizada no Nordeste, região em que Lula teve sua votação mais expressiva.

“É que, conforme amplamente divulgado na imprensa, as blitze praticadas pela polícia não atenderam à ordem do Tribunal Superior Eleitoral que proibiu tais práticas no dia das eleições, e teriam sido executadas sob orientação de ofício expedido pelo Diretor-Geral da PRF”, afirmou o MPF-DF, em comunicado.

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