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A Equatorial Goiás identificou um crescimento de cerca de 13% no consumo de energia elétrica de janeiro a junho de 2024 comparado com o mesmo período do ano anterior. O maior impacto registrado pela concessionária foi na
classe do poder público, em que o consumo cresceu 19,3% no período, seguido das classes residencial 18,2%, rural 13,7% e comercial 12,4%. O consumo médio, dentro de casa, subiu de 175 kWh em 2023 para 202 kWh em 2024.

O aumento se deve às altas temperaturas. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, regiões como o extremo sudoeste do Estado enfrentaram ondas de calor e a seca no Cerrado, segundo estudo da Universidade de São Paulo (USP), é a pior há pelo menos
sete séculos. ”Isso provoca um aumento no consumo de energia, já que percebemos maior uso dos equipamentos refrigeradores e, consequentemente, gera fortes mudanças nos hábitos de consumo, como uso maior de ar-condicionado e ventiladores, assim como maior consumo de
alimentos e bebidas refrigeradas”, destaca o executivo de Faturamento da Equatorial Goiás, Marcos Aurélio Silva.

Outro fator que vai incidir sobre a conta de energia é a bandeira tarifária, que por determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) passa a ser amarela no mês de julho. Essa mudança vai refletir num aumento de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts horas
consumidos. A bandeira amarela foi acionada em razão da previsão de chuvas abaixo da média até o final do ano e pela expectativa de crescimento da carga e do consumo de energia no mesmo período. Esse cenário de escassez de chuvas, somado ao inverno com temperaturas
superiores à média histórica do período, faz com que as termelétricas, com energia mais cara que hidrelétricas, passem a operar mais.

Com a chegada do período de férias, a concessionária alerta os clientes para o uso consciente da energia elétrica, já que mais pessoas estão utilizando a rede. Aparelhos refrigeradores, como geladeira, freezer e bebedouros, naturalmente consomem mais energia,
pois os compressores precisam ser acionados com mais frequência para manter a temperatura para a qual estão programados. É preciso atenção e uso moderado para que não haja susto na hora de pagar a conta de energia.

O executivo lembra que atitudes simples podem fazer a diferença no bolso do cliente no final do mês. “Medidas básicas como reduzir a temperatura do chuveiro, evitar usar o micro-ondas para descongelar alimentos e abrir a geladeira com menor frequência podem
impactar significativamente no valor da conta. Também é importante verificar as instalações internas da residência periodicamente, pois instalações antigas, com fios velhos ou muitas emendas, causam desperdício de energia e podem até causar incêndios”, destaca
Marcos Aurélio.

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